Gente, como
é que faz um TCC sem se distrair com milhões de coisas????
Olá, eu me
chamo Paulo Roberto e esse é o primeiro “artigo” do meu Blog muito
acertadamente denominado “Minha Nossa Senhora”.
Então, eu já
estou prestes a concluir o curso de direito que iniciei há 5 anos atrás, em
2015. Agora tenho que escrever um TCC sobre o tema “Vacinação infantil
obrigatória: análise quanto aos limites na atuação do estado diante da recusa
vacinal motivada.”
Sim, é um
tema muito polêmico. Eu sempre tento parecer polêmico, apesar de não saber nada
muito profundamente a ponto de criar uma controvérsia substantiva...
Antes de
tratar do assunto principal, eu preciso deixar claro que vou usar esse blog
como uma forma de confissão. Serei o mais honesto possível comigo e com você
que está lendo esse texto. Na verdade, você provavelmente não tem motivo nenhum
para ler esse texto. Talvez apenas a mera curiosidade de saber como funciona a
vida de uma pessoa insignificante, anônima e um pouco confusa, seja o
suficiente para prender a sua atenção, apesar de eu achar isso muito difícil.
Quase sempre
eu acredito que todas as coisas que eu faço são um pouco inúteis, sabe? Mas eu
tenho quase certeza que fazer um blog como esse, no qual eu me dedico de
maneira espontânea e descontraída a falar sobre assuntos variados, que me
afligem de certa forma, é uma boa ideia.
Tá bom, tá
bom... Eu sei que esse é um texto muito confuso e com várias ideias jogadas ao
vento, mas a minha principal intenção com essa primeira confissão é explanar
um assunto que me incomoda bastante. Trata-se da falta de foco e
procrastinação.
Sim, eu sou
um procrastinador compulsivo. Distraio-me com, literalmente, qualquer
coisa. Como mencionei no início, eu tenho que escrever um TCC sobre um
tema muito polêmico. Meu orientador, inclusive, já até me cobrou alguma
produção textual mês passado. Felizmente, porque eu tive um prazo para
tal, já escrevi algumas coisas no meu pré-projeto, mas ainda não consegui me
concentrar em continuar escrevendo, porque o assunto, simplesmente, não me
interessa mais...
Tenho consciência
de que se trata de um assunto interessante. Recordo-me de onde eu tirei essa
temática. Foi do canal de Youtube do Professor Afonso, chamado “Ciência de Verdade”.
Nesse canal o professor Afonso costuma falar sobre temas um pouco controversos
e acaba criticando muito as vacinas, atribuindo a elas alguns efeitos
deletérios. Ele me abriu muito os olhos com relação a como as vacinas são
tratadas para o público em geral. Normalmente, há diversas campanhas
governamentais que quase forçam as pessoas a tomarem as vacinas, anunciadamente
em prol do bem comum ou da saúde pública.
Bem comum e Saúde Pública são termos bastante vagos e abrangentes, no entanto,
são muito usados no debate público. Justamente em nome da garantia da saúde
pública, o governo costuma aplicar nas pessoas, de maneira obrigatória, vacinas
que, muitas vezes, passaram por testes de qualidade e segurança inferiores aos
realizados para a aprovação e uso de muitos medicamentos comuns, encontrados em
farmácias. Por esse motivo, em especial, torna-se, no mínimo, suspeita a
motivação para o uso e exaltação das vacinas. A propaganda é tão pesada e a obrigação de uso é tratada com tal normalidade, que a ideia do tratamento vacinal é
comumente aceita como quase infalível. Ocorre que, na verdade, muitas pessoas
têm efeitos colaterais devido ao uso das vacinas.
Trata-se de
um medicamento, afinal. Se não um medicamento, mas um tratamento preventivo, essencialmente.
A questão é: as pessoas possuem a faculdade de recusar o tratamento vacinal
caso tenham algum fundado receio de que o mesmo possa causar algum tipo de
efeito colateral?
Veja, eu
realmente acredito que existe um conflito principiológico acerca dessa questão.
Porque, ao mesmo tempo em que a nossa Constituição Federal garante liberdade e
inviolabilidade do nosso corpo, temos o Estado obrigando a inserção de uma
substância, por vezes mal testada, dentro do nosso organismo, sob um argumento
coletivista.
Além disso,
o professor Afonso costuma ressaltar um argumento muito conhecido,
principalmente nos Estados Unidos, quanto à possibilidade da existência de
uma correlação entre o tratamento vacinal e o autismo infantil. Ele cita um
documentário chamado “VAXXED”, no qual há vários relatos, inclusive em vídeo,
de crianças que eram saudáveis e começaram a apresentar sinais de autismo após
receberem as vacinas.
Então, como
você viu, trata-se de um tema muito interessante e que tem muito pano para
debate. Acontece que eu não
sinto mais paixão nenhuma em discutir esse tipo de assunto.
O que tem
acontecido comigo é o seguinte. Sempre que eu digo para mim mesmo – vou
produzir alguma coisa para o meu TCC – eu abro o programa de texto, vejo a
página em branco e lembro de alguma música muito interessante que eu gosto
muito. Então, eu acesso o YouTube, pesquiso a música, a ouço e caio em um limbo
infinito de vídeos de pessoas cantando, ensinando canto, técnica vocal etc.
Ultimamente,
inclusive, tenho assistido alguns vídeos sobre a história da música e piano
clássico, especialmente os do pianista e youtuber, Franz Ventura. Ele é
realmente muito engraçado, talentoso e consegue explicar coisas muito
interessantes sobre o mundo da música, sobre como funcionam partituras, cifras
e técnicas pianísticas.
Então,
queridos, esse sou eu. Sim, uma pessoa que não consegue fazer o que precisa e nem
se concentrar em algo realmente importante, porque passa a maior parte do tempo
se distraindo com outros assuntos que acha mais interessante. Assuntos esses
que, muito provavelmente, não me servirão para nada. Acontece que eu gosto de
saber das coisas, simplesmente, para saber das coisas.
Recentemente,
a minha namorada, Bruna, que eu amo MUITO, me disse eu deveria reunir todas
essas informações que eu pesquiso – especialmente sobre música e canto, que são
duas paixões que eu carrego desde criancinha – e me interesso e começar a
tentar ajudar as pessoas online, compartilhando meu conhecimento, de maneira que
eu criasse uma audiência que gostasse do meu conteúdo. Em resumo, fazer Marketing
Digital. No entanto, quanto mais
eu aprendo sobre canto, música e técnicas vocais, mais eu percebo que muito
pouco eu sei. De tal forma que nunca vou me sentir capacitado o suficiente para
ensinar algo a alguém. Além disso, as informações que eu reúno são
desencontradas e confusas. Sinto que, se tentasse ensinar o que sei, posso mais
atrapalhar do que ajudar.
Bom, se tem uma coisa que me deixa muito feliz, como você já deve ter percebido,
é cantar. Eu gosto MUITO de cantar. Eu costumo me distrair muito cantando.
Principalmente após assistir vídeos dos meus cantores favoritos e de aulas que
me fazem querer aprender novas técnicas. O meu “Balão de Ensaio” – que é uma
excelente expressão que acabou de me ocorrer, e vem muito bem a calhar – para
aplicar minhas técnicas vocais e ter algum feedback de uma audiência real
é a plataforma Free4Talk.com. Trata-se de um website muito querido, no qual eu originalmente
utilizava para treinar o meu inglês, mas acabou se tornando um lugar ótimo para
eu cantar e ver as pessoas avaliando o que eu faço. Normalmente a minha audiência,
se é que eu posso realmente chamá-los assim, gosta das minhas performances. Já
eu, por outro lado, sempre acho que faltou algo. Talvez seja a confiança
em mim...
Acontece que,
como eu disse, ainda não me sinto capacitado para ensinar nada do que eu sei
para ninguém, principalmente porque eu não tenho nenhum conhecimento
sistematizado. Então, eu não me sentiria muito confortável respondendo uma
dúvida de alguém que viesse a me seguir, por exemplo.
Além disso
tudo, é muito difícil para mim começar uma coisa e terminar. Eu tenho esse
espírito desistente e acredito que vem do meu pai. Ele é exatamente assim, não
consegue terminar nada do que começa. Essa espécie de “natureza” é frustrante,
principalmente quando eu me lembro que o meu avô materno sempre dizia que eu
não teria jeito na vida, pois era igual ao meu pai nesse sentido. Me dói muito
saber que eu realmente sou assim e ele tinha razão...
Enfim, considero
realmente preocupante a minha situação e sei que preciso dar um jeito nisso.
Afinal, não adianta apenas eu ficar me lamentando e descrevendo o quão
desorganizado, procrastinador, desatento, desmotivado, inseguro e lamentável eu
sou (dei uma risada de desespero depois de reler o que eu acabei de escrever e
me assustar com a precisão da descrição). O mais engraçado de tudo é que eu consigo
perceber todos esses defeitos enquanto finalizo esse texto, pois durante a
redação eu fiz diversas pausas para me distrair com exatamente as mesmas coisas
que eu tratei acima.
Tá bom,
apesar de ter dito “enfim” no início do parágrafo anterior, eu prometo que
darei um fim ao texto logo! Então, antes de ir, eu só queria reafirmar a minha
esperança de que esse desabafo aqui no blog possa servir, basicamente, para me
ajudar a tentar ao menos colocar em palavras a situação que eu estou enfrentando
por ora. Acabei me surpreendendo nesse exato momento por perceber que, talvez,
essa forma textual seja a que eu consiga utilizar para ajudar as pessoas,
mostrando para elas como não viver. Uma espécie de exemplo negativo... Acaba
que eu não tenho muito mais o que dizer por enquanto. Só peço que você reflita
sobre a confusão acima e tente não ser assim, pois eu já estou tentando mudar.
Vou tentar
fazer meu TCC agora, tá bom? Deseje-me sorte. Tchau.