quinta-feira, 4 de junho de 2020

Falta de foco e procrastinação


Gente, como é que faz um TCC sem se distrair com milhões de coisas????

Olá, eu me chamo Paulo Roberto e esse é o primeiro “artigo” do meu Blog muito acertadamente denominado “Minha Nossa Senhora”.

Então, eu já estou prestes a concluir o curso de direito que iniciei há 5 anos atrás, em 2015. Agora tenho que escrever um TCC sobre o tema “Vacinação infantil obrigatória: análise quanto aos limites na atuação do estado diante da recusa vacinal motivada.”

Sim, é um tema muito polêmico. Eu sempre tento parecer polêmico, apesar de não saber nada muito profundamente a ponto de criar uma controvérsia substantiva...

Antes de tratar do assunto principal, eu preciso deixar claro que vou usar esse blog como uma forma de confissão. Serei o mais honesto possível comigo e com você que está lendo esse texto. Na verdade, você provavelmente não tem motivo nenhum para ler esse texto. Talvez apenas a mera curiosidade de saber como funciona a vida de uma pessoa insignificante, anônima e um pouco confusa, seja o suficiente para prender a sua atenção, apesar de eu achar isso muito difícil.

Quase sempre eu acredito que todas as coisas que eu faço são um pouco inúteis, sabe? Mas eu tenho quase certeza que fazer um blog como esse, no qual eu me dedico de maneira espontânea e descontraída a falar sobre assuntos variados, que me afligem de certa forma, é uma boa ideia.

Tá bom, tá bom... Eu sei que esse é um texto muito confuso e com várias ideias jogadas ao vento, mas a minha principal intenção com essa primeira confissão é explanar um assunto que me incomoda bastante. Trata-se da falta de foco e procrastinação.

Sim, eu sou um procrastinador compulsivo. Distraio-me com, literalmente, qualquer coisa. Como mencionei no início, eu tenho que escrever um TCC sobre um tema muito polêmico. Meu orientador, inclusive, já até me cobrou alguma produção textual mês passado. Felizmente, porque eu tive um prazo para tal, já escrevi algumas coisas no meu pré-projeto, mas ainda não consegui me concentrar em continuar escrevendo, porque o assunto, simplesmente, não me interessa mais...

Tenho consciência de que se trata de um assunto interessante. Recordo-me de onde eu tirei essa temática. Foi do canal de Youtube do Professor Afonso, chamado “Ciência de Verdade”. Nesse canal o professor Afonso costuma falar sobre temas um pouco controversos e acaba criticando muito as vacinas, atribuindo a elas alguns efeitos deletérios. Ele me abriu muito os olhos com relação a como as vacinas são tratadas para o público em geral. Normalmente, há diversas campanhas governamentais que quase forçam as pessoas a tomarem as vacinas, anunciadamente em prol do bem comum ou da saúde pública.

Bem comum e Saúde Pública são termos bastante vagos e abrangentes, no entanto, são muito usados no debate público. Justamente em nome da garantia da saúde pública, o governo costuma aplicar nas pessoas, de maneira obrigatória, vacinas que, muitas vezes, passaram por testes de qualidade e segurança inferiores aos realizados para a aprovação e uso de muitos medicamentos comuns, encontrados em farmácias. Por esse motivo, em especial, torna-se, no mínimo, suspeita a motivação para o uso e exaltação das vacinas. A propaganda é tão pesada e a obrigação de uso é tratada com tal normalidade, que a ideia do tratamento vacinal é comumente aceita como quase infalível. Ocorre que, na verdade, muitas pessoas têm efeitos colaterais devido ao uso das vacinas.

Trata-se de um medicamento, afinal. Se não um medicamento, mas um tratamento preventivo, essencialmente. A questão é: as pessoas possuem a faculdade de recusar o tratamento vacinal caso tenham algum fundado receio de que o mesmo possa causar algum tipo de efeito colateral?

Veja, eu realmente acredito que existe um conflito principiológico acerca dessa questão. Porque, ao mesmo tempo em que a nossa Constituição Federal garante liberdade e inviolabilidade do nosso corpo, temos o Estado obrigando a inserção de uma substância, por vezes mal testada, dentro do nosso organismo, sob um argumento coletivista.

Além disso, o professor Afonso costuma ressaltar um argumento muito conhecido, principalmente nos Estados Unidos, quanto à possibilidade da existência de uma correlação entre o tratamento vacinal e o autismo infantil. Ele cita um documentário chamado “VAXXED”, no qual há vários relatos, inclusive em vídeo, de crianças que eram saudáveis e começaram a apresentar sinais de autismo após receberem as vacinas.

Então, como você viu, trata-se de um tema muito interessante e que tem muito pano para debate. Acontece que eu não sinto mais paixão nenhuma em discutir esse tipo de assunto.

O que tem acontecido comigo é o seguinte. Sempre que eu digo para mim mesmo – vou produzir alguma coisa para o meu TCC – eu abro o programa de texto, vejo a página em branco e lembro de alguma música muito interessante que eu gosto muito. Então, eu acesso o YouTube, pesquiso a música, a ouço e caio em um limbo infinito de vídeos de pessoas cantando, ensinando canto, técnica vocal etc.

Ultimamente, inclusive, tenho assistido alguns vídeos sobre a história da música e piano clássico, especialmente os do pianista e youtuber, Franz Ventura. Ele é realmente muito engraçado, talentoso e consegue explicar coisas muito interessantes sobre o mundo da música, sobre como funcionam partituras, cifras e técnicas pianísticas.

 Então, queridos, esse sou eu. Sim, uma pessoa que não consegue fazer o que precisa e nem se concentrar em algo realmente importante, porque passa a maior parte do tempo se distraindo com outros assuntos que acha mais interessante. Assuntos esses que, muito provavelmente, não me servirão para nada. Acontece que eu gosto de saber das coisas, simplesmente, para saber das coisas.

Recentemente, a minha namorada, Bruna, que eu amo MUITO, me disse eu deveria reunir todas essas informações que eu pesquiso – especialmente sobre música e canto, que são duas paixões que eu carrego desde criancinha – e me interesso e começar a tentar ajudar as pessoas online, compartilhando meu conhecimento, de maneira que eu criasse uma audiência que gostasse do meu conteúdo. Em resumo, fazer Marketing Digital. No entanto, quanto mais eu aprendo sobre canto, música e técnicas vocais, mais eu percebo que muito pouco eu sei. De tal forma que nunca vou me sentir capacitado o suficiente para ensinar algo a alguém. Além disso, as informações que eu reúno são desencontradas e confusas. Sinto que, se tentasse ensinar o que sei, posso mais atrapalhar do que ajudar.

Bom, se tem uma coisa que me deixa muito feliz, como você já deve ter percebido, é cantar. Eu gosto MUITO de cantar. Eu costumo me distrair muito cantando. Principalmente após assistir vídeos dos meus cantores favoritos e de aulas que me fazem querer aprender novas técnicas. O meu “Balão de Ensaio” – que é uma excelente expressão que acabou de me ocorrer, e vem muito bem a calhar – para aplicar minhas técnicas vocais e ter algum feedback de uma audiência real é a plataforma Free4Talk.com. Trata-se de um website muito querido, no qual eu originalmente utilizava para treinar o meu inglês, mas acabou se tornando um lugar ótimo para eu cantar e ver as pessoas avaliando o que eu faço. Normalmente a minha audiência, se é que eu posso realmente chamá-los assim, gosta das minhas performances. Já eu, por outro lado, sempre acho que faltou algo. Talvez seja a confiança em mim...

Acontece que, como eu disse, ainda não me sinto capacitado para ensinar nada do que eu sei para ninguém, principalmente porque eu não tenho nenhum conhecimento sistematizado. Então, eu não me sentiria muito confortável respondendo uma dúvida de alguém que viesse a me seguir, por exemplo. 

Além disso tudo, é muito difícil para mim começar uma coisa e terminar. Eu tenho esse espírito desistente e acredito que vem do meu pai. Ele é exatamente assim, não consegue terminar nada do que começa. Essa espécie de “natureza” é frustrante, principalmente quando eu me lembro que o meu avô materno sempre dizia que eu não teria jeito na vida, pois era igual ao meu pai nesse sentido. Me dói muito saber que eu realmente sou assim e ele tinha razão...

Enfim, considero realmente preocupante a minha situação e sei que preciso dar um jeito nisso. Afinal, não adianta apenas eu ficar me lamentando e descrevendo o quão desorganizado, procrastinador, desatento, desmotivado, inseguro e lamentável eu sou (dei uma risada de desespero depois de reler o que eu acabei de escrever e me assustar com a precisão da descrição). O mais engraçado de tudo é que eu consigo perceber todos esses defeitos enquanto finalizo esse texto, pois durante a redação eu fiz diversas pausas para me distrair com exatamente as mesmas coisas que eu tratei acima.

Tá bom, apesar de ter dito “enfim” no início do parágrafo anterior, eu prometo que darei um fim ao texto logo! Então, antes de ir, eu só queria reafirmar a minha esperança de que esse desabafo aqui no blog possa servir, basicamente, para me ajudar a tentar ao menos colocar em palavras a situação que eu estou enfrentando por ora. Acabei me surpreendendo nesse exato momento por perceber que, talvez, essa forma textual seja a que eu consiga utilizar para ajudar as pessoas, mostrando para elas como não viver. Uma espécie de exemplo negativo... Acaba que eu não tenho muito mais o que dizer por enquanto. Só peço que você reflita sobre a confusão acima e tente não ser assim, pois eu já estou tentando mudar.

Vou tentar fazer meu TCC agora, tá bom? Deseje-me sorte. Tchau.